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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Quem tem telhado de VIDRO...

Sempre critiquei MUITAS mães e eventuais pais por estarem em local "inapropriado" para bebés. Eram restaurantes badalados, bares e festinhas. Sempre olhava com meu olhar mega crítico (Pensem numa pessoa crítica? Essa que vos fala) e dizia: " Que absurdo! quando eu tiver um filho jamais vou levar ele a restaurantes, bares, festas. Que pais são esses, irresponsáveis!"
Bom, se a minha sábia mãe fosse viva, ela me diria: " Ô filha, os filhos vêm para que paguemos nossa língua".
Então foi isso mesmo; PAGUEI MINHA LÍNGUA afiada!
Logo quando o Gui nasceu foi aquele momento que é só nosso, de ficar guardadinhos no quarto, só eu e ele, sem querer sair de casa e assim foi, um mês inteiro em casa, saímos apenas umas duas vezes para a vacinação e primeira consulta do pediatra, passado o estado de "é meu, só meu", começou o estado de "se eu não ver a cara da rua vou enlouquecer". Rezava pra alguém convidar a gente para algum programinha light, pq apesar de estar "ensandecida" por sair, não queria arriscar a saúde do Gui. E como eu tenho um maridão muito querido por amigos e mega badalado, convites não faltavam!
Aí começou com vinho na casa de amigos, depois um final de semana na fazenda de um casal de amigos que eu amo, saidinha "rápida" de lancha, jantar em restaurantes "vai ser rapidinho, não faz mal né?", barzinho num dia ensolarado, festa de aniversário de criança, festa de adultos, viagem ao Rio e por aí lá vai!
Não tinha com quem deixar? NÃO! Não tínhamos babá que dormisse, minha mãe, como já é sabido, é falecida e minha sogra mora bem longe. O jeito era carregar o nosso filhote para todos os lugares que íamos.
Pois é minhas queridas, a vida é que nos guia, ela nos diz que rumo tomar em determinadas situações. Não adianta fazer um "manual" de : "Como eu serei quando for mãe", definitivamente isso não existe!
O meu filho não ficou doente por isso, não ficou um bebê irritado por isso, de fato, ele é um bebê caseiro, ama quando estamos em casa, mas tb não atrapalha quando queremos sair.. Muito pelo contrário, ele é normal, lindo, gostoso e muito educado. Não chora quando estamos nos locais que citei acima (a não ser que esteja com sono), não esperneia e só ouço elogios: "Que menino fofo, todo calminho", Se vissem ele em casa, hum, ai ai.
Não temos como prever futuros, não temos como seguir um padrão. Temos escolhas, isso sim, mas tem um dita que diz: A ocasião faz o ladrão. Forte? Mas, é a pura verdade!
O que eu sempre critiquei, de repente estava lá, fazendo igualzinho.
Por isso: Quem tem telhado de vidro, não tire pedra!

P.S:. Fiz esse texto no sábado antes de ir a um barzinho e dessa vez não levei o Gui, mas quando estávamos lá, só pensava em ir pra casa, porque faltava uma parte de mim e lá, não tinha a menor graça sem ele!
Tenho que REAPRENDER a me divertir APENAS com o meu marido, por enquanto, só vale se o Gui estiver!

Beijo a todas e lembrem-se: Quem tem telhado de vidro, deixa as pedras pra lá!

Gui nas baladas:
Fazenda, lancha, casa de praia, aniversário, viagem!